
No dia 27 de Novembro de 2011 veio a este sitio e subiu estas pedras o grandioso Mazezito
“No dia 6 de Dezembro de 1832 Veio a este sítio e subiu a estas pedras sua majestade o Senhor D. Miguel I” é isto que se pode ver bem gravado no alto do penedo das letras em Braga na freguesia de Oliveira São Pedro, diz-se que o local inspirou ao longo de tempos lendas e narrativas de amores proibidos e que por ali se refugiava o Rei D. Miguel para se esquecer dos conflitos com a sua mãe. Porém, o povo sempre afirmou que o rei vinha ao Penedo das letras para cortejar uma moça da terra.
Pelo trilho que vem desde a freguesia de Guisande pode-se também encontrar num local recôndito uma magnífica estátua do Sagrado Coração de Jesus abraçada pela natureza que há muito lhe conquistou…



O caminho de Santiago é uma das rotas mais concorridas do mundo.
Neste tópico tem dois vídeos de pequenos excertos visualizados no canal de história do Caminho de Santiago

Porque é que o símbolo do caminho é uma concha?
O que se tem de fazer para ser o rei da peregrinação?
Qual é o objetivo do bota-fumeiro?
Porque ir até Finisterra?
Porque é que em muitas igrejas ao longo do caminho de Santiago se podem ver gárgulas e animais macabros?
Um dos guias mais surpreendente do caminho de Santiago é o Códice Calixtino, uma obra do século XII que mostra que não era nada fácil as peregrinações medievais.
José da Silva Pereira, nasceu em Pedome, Vila Nova de Famalicão, a 28 de Janeiro de 1951.
Cedo demonstrou gosto pela escrita, com apenas 8 anos já as suas redações eram assunto de conversa entre os professores.
Aos 12 anos começou a trabalhar, no entanto, no ultramar em pleno serviço Militar desempenhou o papel de escriturário. Aí terminou o 5º ano de escolaridade e destacou-se em alguns concursos de poesia.
Desde então tem vindo a marcar presença com a sua poesia nos mais diversos momentos e situações.

Prefácio

A vida é uma viagem no tempo. Na vida não é importante o número de anos que vivemos. O importante é a qualidade e a intensidade com que vivemos esses anos.
(…)
O livro que o leitor tem em mãos não é um livro qualquer, é um desejo antigo do autor é um livro que expõe “retalhos” de uma vida. São reflexões e sentimentos que brotam do coração, do mais íntimo do seu ser.
Concluindo, apraz-nos dizer que José Pereira não se deixou enredar por temas da moda, nem sequer pela linguagem da moda. Pelo contrário, expôs “retalhos” da sua vida com alma, emoção e simplicidade.
(Padre Vítor Pinheiro)
Alguns poemas do livro:
Intimidade
Maria é uma flor das mais belas!
Que a natureza criou,
Na selva vive discreta.
Do amor da seiva se alimentou.
Flor…Onde a abelha à sua volta,
Vai zumbindo e voando.
Nas pétalas do seu corpo…
O ferroto vai cravando.
Enche-a de carícias…
Rouba-lhe o néctar…
Vai cobrindo-a de beijos.
Suga-a para se saciar…
A flor fica esgotada…
Um pouco esmorecida.
Sozinha no seu botão
A flor fica perdida.
Caminhante
Mais um dia mais um ano
Voltamo-nos a encontrar.
Alegra-te, amigo tem esperança
Diverte-te anda cantar…
Lembra a tua juventude
Que tão depressa passou!
Essa linda primavera…
Que há muito para trás ficou.
Ser velhinho não é triste
Triste é a solidão…
Quando te sentires sozinho
Chama Jesus da comunhão…
Será teu companheiro…
Não te deixa abandonado.
Se te acompanha na vida
Podes dormir descansado…
Ter um amigo assim dá alegria
O coração fica contente
Porque também Ele é teu irmão.
Se tu és pobre ou doente…
Por isso deste ambiente fraterno
Desfruta, canta e ri.
Porque Jesus teu amigo não o Vês,
Mas ele anda por aqui…
Gargalhada
A política que nós temos á á á.
Que até dá pra rir…
Todos querem arranjar tacho,
De lá ninguém quer sair.
Os políticos são muito pobres,
Só querem servir a nação.
Com um ordenado tão pequeno,
Há quem não ganhe para comprar um calção.
Os políticos pensam ganhar pouco dinheiro
Aflitos querem mais…
Coitados alguns têm pouca roupa
E até aparece em cuecas nos jornais.
Os políticos a falar de contas
Nunca se podem enganar.
Se as não souber de cabeça
Usem a máquina de calcular.
Os políticos comem e falam muito,
É o que toda a gente diz…
Passeiam pra aqui e pra ali
É assim que se endireita o país.
Os políticos só pensam neles,
Não querem saber do Zé…
Só pensam no fim do mês,
Pra receber o pré.

Post dedicado à 1ª Companhia de Pedome…
“Passei uma vida felicíssima e desejo que cada um de vós seja igualmente feliz.”
Baden Powell

Caros escuteiros:
Se já vistes a peça Peter Pan, haveis de recordar-vos de como o chefe dos piratas estava sempre a fazer o seu discurso de despedida, porque receava que, quando lhe chegasse a hora de morrer, talvez não tivesse tempo para o fazer. Acontece-me coisa muito parecida e por isso, embora não esteja precisamente a morrer, morrerei qualquer dia e quero mandar-vos uma palavra de despedida.
Lembrai-vos de que é a última palavra que vos dirijo, por isso meditai-a.
Passei uma vida felicíssima e desejo que cada um de vós seja igualmente feliz.
Crei que Deus nos colocou neste mundo encantador para sermos felizes e apreciarmos a vida. A felicidade não vem da riqueza, nem simplesmente do êxito de uma carreira, nem dos prazeres. Um passo para a felicidade é serdes saudáveis e fortes enquanto sois rapazes, para poderdes ser úteis e gozar a vida quando fordes homens.
O estudo da natureza mostrar-vos-à as coisas belas e maravilhosas de que Deus encheu o mundo para vosso deleite. Contentai-vos com o que tendes e tirai dele o maior proveito que puderdes. Vede sempre o lado melhor das coisas e não o pior.
Mas o melhor meio para alcançar a felicidade é contribuir para a felicidade dos outros. Procurai deixar o mundo um pouco melhor de que o encontrastes e quando vos chegar a vez de morrer, podeis morrer felizes sentindo que ao menos não desperdiçastes o tempo e fizestes todo o possível por praticar o bem.
Estai preparados desta maneira para viver e morrer felizes – apegai-vos sempre à vossa promessa escutista – mesmo depois de já não serdes rapazes e Deus vos ajude a proceder assim.
O Vosso Amigo
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