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Nossa Senhora da Abadia

September 28th, 2011

O Santuário de Nossa Senhora da Abadia esta situado a cerca de 4Km do Mosteiro de Santa Maria Bouro. Localiza-se a meia encosta, num lugar completamente isolado.
À sua volta impera uma natureza deslumbrante, oxigenada pelos enormes plátanos que envolvem o terreiro que da acesso ao adro do grande santuário e a vegetação do ribeiro que se escapa entre as agrestes serranias, quebrando o silêncio religioso de um recanto de oração e lazer.

História
O Santuário da Nossa Senhora da Abadia é, para alguns autores, o santuário mariano mais antigo de Portugal e quiçá das Espanhas, construído nos sécs. VII e VIII.
Segundo relatos dos antigos historiadores beneditinos, existiu no monte próximo, o de S. Miguel, um ermitério, anterior ainda à invasão dos Mouros. Durante as guerras com os árabes, no séc. VIII, o ermitério despovoou-se e, na fuga, os ermitas deixaram escondida uma imagem de Nossa Senhora.
Com o afastamento total dos Mouros, no séc. XI, fixou-se ali novamente um ermita de hábito negro, Frei Lourenço, que recebeu como companheiro, Pai Amado, um fidalgo da corte de D. Henrique, que no retiro queria afogar a saudade que lhe deixara a esposa falecida. Segundo a tradição, certa noite os dois ermitas viram aparecer no fundo da serra uma luz misteriosa e viva. Logo ali acorreram, encontrando no lugar, sob um penedo, a imagem escondida de Nossa Senhora. Por melhor comodidade, os monges de S. Bento fundaram o Mosteiro de Santa Maria de Bouro. Este, passados anos, passou a reger-se pela regra beneditina, reformada por S. Bernardo. E o mosteiro de Bouro foi cisterciense até à sua extinção em 1834.
A história do Santuário de Nossa Senhora da Abadia não se pode desligar da história do Mosteiro de Santa Maria de Bouro, local onde ficavam os monges que habitavam junto do Santuário e que zelavam pela sua conservação e engrandecimento. Foram os monges cistercienses que orientaram a fé dos peregrinos com cujas esmolas se construiu o imponente Santuário de Nossa Senhora da Abadia.

O actual Santuário
Antes de chegar ao recinto do Santuário, umas centenas de metros antes, no lado esquerdo, começa a encontrar as 8 maravilhosas capelas, alinhadas em forma de Via-Sacra, construídas no decorrer séc. XVIII, consagradas à devoção da vida de Nossa Senhora.
Cada capela contém um grupo de esculturas policromadas, do estilo amaneirado e bracarense, representando os passos da vida de cristo e da Virgem (séc.XVIII).
A primeira, representa o Nascimento de Nossa Senhora; a segunda representa a Apresentação de Nossa Senhora no Templo; a terceira, refere-se aos Desponsórios de Nossa Senhora com S. José; a quarta, representa a Anunciação do Anjo S. Gabriel a Nossa Senhora; a quinta, representa a Visitação de Nossa Senhora a sua prima Santa Isabel; a sexta, representa o Nascimento do menino Jesus em Belém; a sétima, a Adoração dos Reis Magos ao menino Jesus e, por fim a oitava, representa a chegada do Menino Jesus ao Egipto.
No decorrer do séc. XVII, a começar a meio das capelas referidas, levantaram-se mais sete capelinhas de forma rectangular, ao contrário das da Nossa Senhora que são hexagonais, representando passos da Paixão do Senhor. Logo a seguir à oitava capela da vida de Nossa Senhora entra-se no largo, ao fundo do qual, está erigido o Santuário. Plátanos gigantescos, castanheiros e oliveiras multisseculares, conferem ao templo da Nossa Senhora da Abadia um ambiente majestoso. Dum lado e doutro do terreiro, frente ao Santuário, situam-se duas construções, conservadas e modificadas desde o séc. XVIII pela confraria. Ambas com dois pisos e varandas corridas colunadas assentes sobre arcadas, de tipologia interessante, estas construções são conhecidas como casas das ofertas dos romeiros e “quartéis”, os quais serviam de abrigo aos peregrinos que demandavam o Santuário e que permaneciam durante dias e noites. Mesmo na linha doa quartéis está um maravilhoso cruzeiro do século XVIII e logo em frente o imponente Santuário no estilo do século XVII e XVIII, num estranho ambiente de severidade e de solicitude serrana. Para comemorar o bimilenário do Nascimento de Nossa Senhora, a Confraria mandou abrir uma gruta cavada na pedra dura da montanha, mesmo lado do Santuário, com uma fonte e uma imagem de Nossa Senhora. Entrando-se no vasto templo, admira-se a sua grandiosidade, a maravilha da sua talha doirada e recentemente restaurada, a beleza das suas imagens, o seu órgão mandado fazer nos finais do século XVIII, a bela imagem gótica de Nossa Senhora da Abadia.

Em redor do Santuário
Os arredores do Santuário, serranos e duros, são duma beleza acolhedora e tranquilizante. Convidam os visitantes e romeiros à meditação, à oração e ao descanso de espírito e de corpo. O rio de Nava, barulhento com as suas águas a caírem pelos penedos, com o seu afluente o Combarraços, aumenta o convite à meditação e recolhimento. As belas fontes de água corrente e fresca: a Fonte do Minhoto, a Fonte do Bicho, a Fonte de S. Miguel, a Fonte de Trás dos Quartéis e a Fonte de Aparição, são locais de descanso e de tomada de forças para enfrentar o caminho duro do passeio ou da romaria.
As principais festas do Santuário da Nossa Senhora da Abadia são a Peregrinação do último Domingo do mês de Maio e a Romaria no dia 15 de Agosto, o dia da Assunção de Nossa Senhora.

 

Texto de folheto das confrarias da Nossa Senhora da Abadia

One Response to “Nossa Senhora da Abadia”

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