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Alto das Eiras (7 caminhos)

June 14th, 2011


 

Castelo de Vermoim

Neste local, terá existido em época medieval, um “castelo roqueiro”, isto é, um castelo do tempo da reconquista, que para a sua implantação, aproveitava os maciços rochosos, típicos da paisagem granítica (“o caos de blocos”).

A primeira referência a este castelo é uma breve notícia do Annales Portucalenses Veteres, que relata uma incursão normanda, no ano de 1616, tendo provavelmente sido abandonado em finais so século XIV.

Actualmente é apenas um bloco rochoso onde se notam estruturas escavadas na rocha. A norte existe um entalhe no rochedo, que seria uma estrutura para encaixe da porta, e a sul e sudoeste, alguns entalhes de alicerces.

Á superfície notam-se inúmeros fragmentos de telha e algumas formas cerâmicas com características medievais.

Não foi ainda determinado se dois taludes ou três fossos, que reforçam a defesa na ligação do esporão, pertencem a esta época ou á anterior ocupação, da Idade do Ferro.

Ligada ao bloco rochoso no qual assenta o castelo, existe uma lenda que fala de uma moura, guardiã de um tesouro que o penedo encerra.

 

Castro da Santa Cristina

Apresenta uma plataforma central definida por um talude que vai de encontro no lado Noroeste a um afloramento de grandes monólitos, cuja escarpa proporciona uma defesa natural por excelência. Para Oeste existe, ainda, uma estreita plataforma limitada por uma muralha pétrea, visível nalguns dos seus troços e reforçada do lado Sul-Sudoeste com um fosso e talude. Para Leste e Este-Nordeste detectam-se, no seguimento da acrópole, mais duas plataformas, e cerca de 250 metros mais adiante um novo talude que orientando-se para Oeste parece ir entroncar na muralha pétrea.

 

Mamoa 1

“Tumulus” de terra e pedras de forma sub-elíptica, com uma grande depressão central, onde é visivel um marco divisório com as letras S.C., indicativo do limite de freguesia de S. Cosme do Vale.

A investigação levada a cabo até ao momento revelou um tumulus sub-eliptíco(constituido por terra e pedras) bastante danificado, ao contrário do contraforte da câmara funerária e possível corredor de acesso, onde se encontra numa parte significativa bastante bem conservada. Foram ainda localizados dois dos esteios (ortostatos)  que formariam a câmara funerária.

O espólio recolhido conta com algumas lascas de sílex e um núcleo, alguns fragmentos cerâmicos, dois dos quais decorados, mas que não permitem qualquer reconstituição de formas. De referir ainda o aparecimento de uma fíbula em bronze, provavelmente oriunda do Castro de Vermoim ou do Castro de Santa Cristina, que se localiza nas proximidades deste núcleo megalítico. Foram ainda recolhidos alguns seixos rolados.

 

Mamoa 2

Tumulus de terra e pedras, ligeiramente assoreado, de forma sub-elíptica, com grande depressão central onde é visível um esteio em granito e um marco divisório com as letras S.C., indicativo do limite de freguesia de S. Cosme do Vale

 

Mamoa 3

De “tumulus”, com forma sub circular, constituído por terra e pedras, possui uma depressão central onde ainda são visíveis dois esteios. De todas as mamoas da zona esta é a que se apresenta mais degradada tendo sido, inclusivé, cortada a Noroeste pelo estradão que liga Santa Cristina às Eiras.

 

Mamoa 4

Apresenta um “tumulus”, baixo, bastante assoreado, de forma sub-circular, vestígios de couraça lítica e dois esteios, um em pé e outro tombado.

 

Sete  Caminhos

Em dois locais do monte pode-se encontrar uma entrelaçada de caminhos, caminhos esses que se separam posteriormente ainda em mais caminhos, ficando assim aquele local conhecido como os sete caminhos…

 

In:

http://www.terrasdevermoim.com

http://arqueologia.vilanovadefamalicao.org/

 

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